domingo, 10 de abril de 2011

Limito-me a Ser ( Gente!) 1

Primeiro - quando tudo começou!

10 de Julho de 1988.
Domingo
22 horas

Queria escrever um livro. Talvez um romance, um conto, uma novela... se calhar uma anedota...!
 Vamos ver!
Que contar?
Uma ficção?Ou uma pseudo-ficção? O que é isso? Eu vos digo: qualquer semelhança, com nomes ou factos da vida real não é mera coincidência! Que acham?
Talvez não seja má ideia!
Era giro se eu conseguisse um best-seller... isso é que seria meter uma lança em África!
Tudo é possível! Já nada me espanta!
Porém, para escrever um livro é preciso escolher o Espaço, o Tempo, as Personagens; o ENREDO!!
Pois bem:
Espaço: só pode ser Portugal. Mais exactamente Beira Litoral e Beira Alta/ Beira Interior - Distrito - Viseu
Tempo: 198...
Personagens: NÓS
ENREDO: VIDA!

Porquê Viseu? Perguntarão alguns. É fácil. Tem a ver com a palavra RAÍZES.

Cidade de interior, é um facto. Beija a Serra da Estrela. Durante bastante tempo lamentava o marasmo em que a tinham colocado os «iluminados» do Litoral.
Mas, um dia zangou-se, e disse: Basta! Estou farta! Há que mudar!
E não é que mudou mesmo!
Após um conservadorismo latente, apesar do 25 de Abril de 74, durante alguns anos lá foi devagarinho, libertando-se de algumas correntes. Lá conseguiu uma Universidade (mas tinha que estar a Igreja por trás! Paciência! De vez em quqndo também consegue servir a sociedade!). De seguida foi a Escola Superior de Educação (sempre a fazer barulho....) O Ministério cedeu a Escola de Belas Artes. Foi assim o rasgar da cultura nesta nobilíssima cidade. Aliás o que sempre tentou realizar de variadíssimas formas. Isso o atestam os vários poetas e pensadores viseenses.
Depois foram os grupos culturais: as associações, a movimentação o know how. A indústria,  comércio, a imitação! A epansão demográfica. Os Pubs. Só Pubs... sim, porque discotecas são uma afronta aos pudicos da cidade. As boîtes não! Isso corresponde a centros religiosos altamente fora de suspeita.
Não sei se me entendem?!
É uma cidade virada para o futuro, simpática, bem cheirosa, durante o verão, maneirinha; um pouco mesquinha, um pouco coscovilheira, mas hospitaleira e doida como os comboios. É a cidade qu eu Amo. E de onde sairão a maior parte das personagens desta hitória... ou estória...?
Cabe a V.Exªs descobrir.


A vida

       A vida tem destas coisas... diz o povo e com razão! Mas destas coisas o quê? Perguntam vocês... pois nem eu sei.... uns chamam-lhes «coincidências...» outros «ironia do Destino» e outros ainda «estava escrito...»! Este início de história parece não ter pés nem cabeça! Pois não... mais uma vez têm razão... o problema é que eu quero contar uma história tão real que não sei como começar....Começa pelo princípio dirão .... o problema é que o princípio é  o fim que poderá vir a ser um princípio.... ao fim de 25 a 26 anos de distância no tempo e no espaço dão-se reencontros que podem colocar em causa toda uma experiência de vida! E questionamos o que andámos a fazer com este espaço de vida efémero?
      Então concluo: a aprender! Sim a aprender.... não sei qual o espanto! Porém, parece que a aprendizagem da vida tem sido de má qualidade porque persistimos todos a continuar a errar e a errar ... (ou não!) A errar porque continuamos a ter medo... a duvidar e a desconfiar... E se parássemos de o fazer, talvez o mundo fosse mais bonito, mais verdadeiro. Quando observo os outros à minha volta questiono: onde irá parar esta humanidade? Tanta violência gratuita, tanta luta por interesses de apenas alguns, e a maioria a penar, a sofrer, a passar fome, doença.... eu pensava que a Idade Média já tinha acabado, mas enganei-me!
       E penso: o Amor onde anda? Assassinaram-no no dia em que o transportaram para um sítio onde tudo é permitido menos AMAR! Um sítio onde mora a Política, a Mentira, a Traição, a Corrupção.... enfim no nosso planeta azul!
      Bem... parece que falta a história....